Yaoi Desconstruído

Por um yaoi sem romantização de estupro, pedofilia e outras problemáticas

Lista completa de mangás yaois sem romantização de pedofilia e violência

Listamos abaixo alguns mangás yaoi (ou shonen-ai) em que não encontramos  pedofilia (shotacon), romantização de violência e/ou muitas questões problemáticas. Gostaríamos de destacar que não é nossa intenção fazer uma lista sem estupro, tragédia, drama, violência ou sexo. A questão principal aqui é não romantizar violência ou pedofilia.

Então, sim. Algumas histórias aqui tem estupro, relacionamento abusivo e violência. Por serem conteúdos pesados, nós colocamos um aviso bem grande e em vermelho nos reviews. Não leia se não se sentir bem com esse tipo de conteúdo.

É claro que nossa opinião não é absoluta. Se você achar que algum dos títulos não deveria estar aqui, deixe sua crítica nos comentários. Vamos discutir, debater e tornar nossa lista mais segura! Ah, sugestões de leitura também são muito bem-vindas.

Pra quem não sabe, yaoi é um gênero de mangá japonês que, basicamente, narra relações amorosas e sexuais entre homens. Se não gosta desse tipo de literatura, não venha reclamar. Você não tinha nem que tá aqui pra início de conversa. A lista foi ordenada em categorias que julgamos  convenientes para separar histórias que estão na mesma vibe.

Esta lista está em contínua construção. Por isso, se você voltar aqui regularmente, encontrará títulos novos.

Utilizamos uma classificação própria para tentar “caracterizar” as formas de representação visual das relações sexuais (ou a falta delas) presentes nos mangás dessa lista:

  1. Explícito: contém cenas de sexo explícito, nas quais os genitais das pessoas aparecem claramente.
  2. Moderado: contém representação visual moderada do sexo, na qual os genitais não são claramente visíveis ou aparecem um pouco censurados.
  3. Leve: a relação sexual pode ser desenhada, mas os genitais não aparecem. No entanto, pode-se ver outras coisas como sêmen ou introdução de dedos no ânus (sem desenhar claramente o local).
  4. Livre: não contém cenas de sexo.

Eu sei que a maioria só ignora o aviso, mas se a história tiver uma das primeiras três classificações, a leitura não é recomendável para menores de 18 anos. 

Amor no Ensino Médio

E todas as inseguranças de se apaixonar (às vezes, pela primeira vez) pelo colega que tem o mesmo gênero que você.

dou

  1. Doukyuusei
  2. Kikoenai Koe
  3. Kimi Note
  4. Koimonogatari
  5. Kono Ore ga Omae Nanka Suki na Wakenai
  6. Kurayami ni Strobe
  7. Negative-kun to Positive-kun
  8. Seven Days
  9. Star Like Words

Romance universitário

yakozen

  1. Yakozen
  2. Love me baby

Casos de escritório

Aqueles romances que acontecem entre funcionários da empresa. Normalmente, são histórias um pouco mais maduras.

doushitemo

  1. Doushitemo Furetakunai
  2. Reply    review em breve!

Paixão entre desconhecidos

Sabe quando você só esbarrou com a pessoa em algum lugar aleatório e o santo bateu, rolou um clima etc? Então:

coelhos

  1. Hana wa Saku ka
  2. Harapeko Usagi to Koisuru Ookami
  3. Himegoto Asobi
  4. Honto Yajuu
  5. Rules

Incesto

notequal

Se a gente parar pra pensar que nem sempre a sociedade teve essas normas sociais, porque hoje em dia o incesto é tão condenado em nossa cultura? Conheça umas poucas histórias sobre incesto em que as relações não são abusivas.

  1. Not Equal

Violência física ou psicológica, estupro ou bullying

NOTICIA saezuru

São boas histórias, mas é preciso ter estômago forte. Está se perguntando porque fizemos essa categoria? Pois bem, o foco aqui é NÃO ROMANTIZAR violência. Desde que a história não transforme o agressor num “príncipe encantado” ou namorado ideal, ela é digna de pertencer a esta lista.

  1. Konbini-kun
  2. Saezuru Tori Wa Habatakanai
  3. Maria Boy
  4. Sabita Yoru Demo Koi wa Sasayaku

 

Nós também fizemos uma lista de HQs com histórias de amor entre homens. A maioria delas tem leitura ocidental e um traço diferente do mangá, mas super vale a pena dar uma conferida.

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54 comentários em “Lista completa de mangás yaois sem romantização de pedofilia e violência

  1. Interessante a lista! Nunca li ou vi um yaoi (apenas alguns poucos yuris, com relação a homossexualidade), mas sempre tive vontade. Prefiro os, segundo a categoria, livres e leves, pois sou fresca e nojentinha. Li cada um dos listados e, segundo as sinopses e avaliações pessoais, dos que estão aí hoje, natal de 2015, escolhi para ler: Kurayami ni Strobe (livre ♥), Yakozen (os traços me agradam tanto quando o que você(s) disse(ram)) e Himegoto Asobi (mais pelos traços que pelo dito, mas a história parece ser interessante).

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    1. Me sinto muito feliz por você ter começado a ler yaoi pela nossa lista! ❤

      Você vai se apaixonar por Kurayami ni Strobe! É uma fofura de história! Yakozen tem uma vibe meio down, mas também é fofinha. E Himegoto Asobi tem lá seu charme. Ótimas escolhas!

      Boa leitura e feliz natal! ^^

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  2. Estou apaixonada pela iniciativa, e posso contribuir com alguns títulos que li?
    Tem um ou dois títulos que li que contêm estupro mas ele não é romantizado, inclusive as autoras tratam com seriedade o reflexo da violência sexual na vida de homens adultos.
    Ainda posso contribuir com muitos fofos, densos, divertidos porque yaoi sem romantização da violência é amor e tem que ser compartilhado

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    1. Claro que sim, Laura! Quanto maior nossa lista ficar, melhor!

      Por favor, nos mande os nomes dessas histórias amorzinhas! Vamos fazer reviews delas e incluir na nossa lista de recomendados! ❤

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  3. Sinceramente? Sempre detestei estupro ‘romantizado’ Uma pessoa que acha isso normal ou razoável só pode ser uma pessoa que nunca fez sexo, não é possível! Onde que ser penetrado/penetrada à força é lindo? Onde que isso é amor? É violência e apenas legitima o tal do “tava pedindo” no estupro da vida real. Não adianta vir com a conversinha fácil de que “é ficção”. Não, não é ficção. Músicas submetendo mulheres a serem apenas objetos sexuais, filmes sexistas e, para piorar, fanfics yaoi sendo machistas e idiotas? Não suporto. Ninguém vai me convencer do contrário. Estupro é crime, é violento e não tem essa de ser legal. Quer testar? Chama um criminoso e diz pra ele meter na sua bunda à força, sem lubrificação, beijo e carinho. Se você gostar e gozar, aí pode falar que existe estupro satisfatório. A imbecilidade de alguns me dá nojo.

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    1. Pois é! Não tem nada de bonito ou romântico em ser estuprado. Apesar de o yaoi ser só ficção, me pergunto até aonde as pessoas conseguem identificar que o estupro aconteceu. Até que ponto o estupro não está sendo normalizado?

      Será que todo mundo que lê yaoi sabe que:

      – Fazer sexo com uma pessoa bêbada é estupro? (uma pessoa bêbada não tem condições de consentir em nada. Se a pessoa não consente, é estupro)

      – Fazer sexo com uma pessoa que está dormindo é estupro? (quem está dormindo não tem como concordar com nada. Logo, estupro.)

      – Se uma pessoa, em um primeiro momento concorda com o sexo, mas depois, muda de ideia e te pede para parar: se você continua, é estupro. (a pessoa tem o direito de interromper o sexo a qualquer momento. Se ela te pede para parar, você deixa de ter o consentimento dela. Sem consentimento, estupro.)

      Esse é um assunto muito sério. A gente só espera que as pessoas que têm contato com esse tipo de conteúdo tenham senso crítico para poder julgar que esse material é problemático e não pode ser tratado como um conto de fadas.

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  4. Oi! Adorei essa iniciativa e queria poder contribuir pra aumentar essa lista ahaha ❤ Não consigo lembrar os nomes de todos agora mas tem Doushitemo Furetakunai, mangá da mesma autora de Saezuru Tori wa Habatakanai, Yoneda Kou. É muito bonito e trata de maneira realista um relacionamento homossexual entre homens crescidos

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  5. Tem um pesadinho q tb trata dessa tematica de estupro que se chama “Cut”, mas eu só achei em inglês até hoje.
    E, sobre o “Rules”, ele faz parte de uma sequência. Antes dele, tem, primeiro, “Hydra” (que tem pouca relação com a história de “Rules”, na real), e, em segundo, “Lovers and Souls” (que é bastante triste e a trama dele só se resolve em “Rules”).

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  6. Adorei sua lista! Sou uma fã meio inveterada de yaoi manga (nah, estou mais para moça estragada em full-time) e já li boa parte dos que você listou. Infelizmente – mas que a tendência seja isso diminuir mais e mais com o passar do tempo -, a romantização do abuso e da violência é meio que regra do yaoi. Eu costumo participar de algumas discussões e, embora o movimento que eu percebo é que mais e mais leitores estou aceitando menos essa “regra”, ainda há que dê de ombros e diga “é yaoi, é assim mesmo, não sei do que está reclamando”. Mas, poxa, não temos exemplos tão legais de mangás que provam ser maravilhosos sem precisar seguir pelo caminho da romantização (dá para acreditar numa coisa chamada love-bullying???)?

    Você recomendou “Yakozen”, que eu amo, adoro a maneira como os personagens encaram a vida no final e tentam dar a volta por cima. Tem um outro da mesma autora chamado “Endless World”. Eu recomendo, se ainda não tiver lido. Comparado a Yakozen, ele é bem mais pesado, chega a ser brutal. Mas a brutalidade de EW não é gratuita, o que eu aprecio. É uma barreira gigante e desesperadora, que os personagens (que se tornam tão inesperadamente profundos) precisam transpor. Alguns conseguem, sobrevivem e se tornam mais fortes.

    Oh, e tem “Hana Wa Saku Ka”! Todos os mangás da Hidaka Shoko que eu já li capturaram meu coração de alguma forma. Os dela, os da Hayakawa Nojiko (‘Yozora no Sumikko de’ dela é de derreter o coração) e os da Nakamura Asumiko, que também sua cota de brutalidade. Mas, se deixar, e vou fazer textão aqui.

    Mais uma vez, adorei sua lista. Espero vê-la crescer mais e mais!

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  7. Outro manga assim é “IS – Otoko demo Onna demo nai sei”. Ele é e não é yaoi ao mesmo tempo, mas de qualquer forma acho a temática dele muito pertinente para essa questão da romantização da violência e de forçar o seu parceiro. Vale a pena conferir, é uma história linda!

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  8. Amei as recomendações, ainda mais dentro dessa problemática que é a violência sexual, física e emocional. Acho super interessante abordarmos essa “romantização da violência” mesmo que ela esteja inserida em um ambiente fictício.

    Você já leu “BrotherxBrother”, do Kisaragi Hirotaka? Acho um ótimo mangá para ser recomendado em ‘”Mangás com violência física ou psicológica, estupro ou bullying”. Ele retrata os danos psicológicos do abuso sexual e os mecanismos usados para fugir de distúrbios mentais. Um mangá bastante denso no que se trata de análise psicológica. E “Michiru Heya” da Nekota Yonezou também aborda esse problema de estupro de forma mais realista.

    De “Mangás Kawaii Desu” eu recomendo “Recipe no Ouji-sama” da Junko (Quem disse que não se fisga homem pela barriga? HAHAHAHA Embora pareça meio clichê, tem uma história bem fofinha e levemente dramática), “Ikumen After” da Kodaka Kazuma (Achei super lindo o Kentarou respeitando o Asakura. Nada de ir lá e forçar ninguém. Um relacionamento amoroso que vem do estreitamento de laços entre dois amigos).

    Enfim, adorei o site/blog *A*

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  9. Oolá, Urizie!
    Eu tenho que falar que estou MUITO feliz com o projeto, extremamente orgulhosa. Sempre me incomodei com a romantização da violência em yaois, apesar de adorar o gênero. Um dos meus mangás preferidos mesmo, infelizmente, começa com um estupro muito bem disfarçado e romantizado(Hidoku Shinaide… eu tento esquecer isso e nunca ler o primeiro volume, porque me irrito quando lembro como começou. Meu consolo é que não senti mais sinais de abuso no decorrer do mangá, e a história ser um amorzinho).
    Como mulher, feminista, e cansada de relacionamentos abusivos, é ótimo saber que outras pessoas se incomodam com essa característica problemática em um gênero tão popular.
    Olhando um pouco mais o blog, vi que falou rapidamente sobre gray-sexualidade. Eis um assunto que o mundo(principalmente a comunidade LBGT) precisa entender melhor. Comentar sobre isso em um site problematizador do yaoi é magnifico(apesar de eu entender que não é o foco do blog, e que dificilmente encontraremos o assunto em yaois).
    Sua lista ficou ótima, só achei que suas resenhas foram muito direto ao ponto. Podia falar um pouco mais sobre a história do mangá, um resumo rápido, permitindo que o leitor entenda melhor a sua critica.. Você comentou um pouco da história em alguns, e quase nada em outros. Bem, é uma sugestão.
    De qualquer modo, estou orgulhosíssima pelo seu projeto, e vou continuar acompanhando.
    Boa Sorte!

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    1. Olá, Luh!

      Obrigado! Eu criei esse espaço justamente por sentir falta de ter um lugar assim, em que as pessoas problematizassem os mangás/animes que lêem. Fico muito feliz de ver que tem tantas outras pessoas, que como nós, também se indignam com a pouca crítica que fazem sobre o yaoi e procuram por conteúdos mais seguros.

      Algumas das minhas resenhas foram direto ao ponto porque, no começo, não era minha intenção fazer um resumo sobre a história. Particularmente, eu não gosto de receber spoiler das coisas que eu quero ler. Mas, compreendo que pode ficar difícil para visualizar as minhas críticas se a outra pessoa não souber minimamente sobre a história.

      A sua sugestão foi acolhida. Vou fazer essa correção nos posts. ❤

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  10. Ai, isso é tão maravilhoso! Desde que eu comecei a me policiar mais sobre essas questões, me afastei da leitura de yaoi porque, realmente, é muito comum romantizarem violência, pedofilia, etc. Mas essa lista é um deus-nos-acuda nesses casos. Muito obrigado, e parabéns! Ótimo trabalho!

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    1. Ain, obrigado! Ficamos muito felizes por poder ajudar nesses momentos “deus-nos-acuda”! haha Esperamos que você volte aqui sempre para acompanhar a atualização da nossa lista. ❤

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  11. Parabéns pela lista! Há alguns que ainda não li, então muito obrigado pelo post! Há um mangá muito interessante que li recentemente, chamado “Yuigon” da EIKI Eiki, que trata o tema da violência sexual de forma não romantizada, e que ressalta principalmente a amizade entre os protagonistas e suas formas de curar suas feridas do passado. Recomendo! A história é muito bonita! ^^

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    1. Bom, se curte shotacon, está no lugar errado. Não vamos fazer boas recomendações desse tipo de conteúdo aqui.

      Ao contrário do que parece, não tem só romance “frufru” na nossa lista.

      Se você tivesse lido nossa lista antes de fazer seu comentário, você teria percebido que há uma categoria chamada “Mangás com violência física ou psicológica, estupro ou bullying”. Nela tem até um mangá que conta a história de um masoquista.

      Submissão e BDSM não são sinônimos de romantização de violência. As pessoas costumam consentir nesses atos antes de praticá-los. Se elas não consentem, é estupro.

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  12. Boa iniciativa, pois confesso: sou fã de NCS e eroguro em obras de arte. Sim, para mim quanto mais o dark lemon for parecido com uma letra do Cannibal Corpse ou do Torsofuck, melhor, mas comigo é mais questão de canalização de agressividade (passei anos no psicólogo tratando isso) do que qualquer outra coisa. Porém, eu não apoio a romantização de estupro, relacionamentos abusivos e até mesmo crimes, pois eu sei o quanto isso é terrível na vida real (fui perseguida por um ex-namorado durante um ano e não foi legal mesmo a experiência). Tanto que meus NCS e gore não romantizados favoritos não se encontram no yaoi, mas no bara. Além do gênero bara abordar muitas questões que o yaoi ignora, justamente por conteúdo bara ser “de gay para gay”: homofobia, machismo, a falta de direitos LGBTTQ no Japão, a militância, etc.
    Recetemente, quase fui banida de um site de fanfics, só porque minha fanfic era sobre um psicopata assassino de aluguel, eu não romantizei a doença dele, muito menos o abuso sexual que a personagem sofreu e me denunciaram por “excesso de violência”. Expus ele como um psicopata é: sem conceitos de amor, ética, moral, empatia ou compaixão, expus estupro como ele é – crime e expus os assassinatos dele como são: crimes e não vou romantizar crimes mais transtornos psiquiátricos graves. O site aceitou minha justificativa.
    Finalizando, na minha opinião, o problema não está em consumir material com este tipo de problemática, o problema está em romantizar isso e pior utilizar esses material para reforçar machismos e etc (fora falta de empatia com as vítimas).
    Continuem com a iniciativa e parabéns.

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    1. O grande problema está em romantizar e tratar a violência como se fosse algo certo, sinal de amor e carinho do agressor. Se a sua história não transforma o agressor num príncipe encantado de contos de fadas, acho ela válida. Mas, também considero aconselhável colocar um aviso de conteúdo se a história tiver um tema muito violento ou chocante. Pode ser trigger para algumas pessoas.

      Que bom que gostou do nosso blog. 🙂

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  13. Olá!
    Primeiro eu quero te cumprimentar. Eu li o texto “O yaoista solitário” e fiquei muito curioso a respeito dos “títulos” que você usou para definir a si mesmo. Fui procurar os que não conhecia, então, obrigado pela contribuição informativa que me deu! 🙂

    Hoje eu passei a tarde lendo mangás desse tipo graças a esse seu blog. Confesso que não li todos porque não encontrei online em português (eu confio pouco no meu inglês, poxa…), mas há alguns em português e que você não colocou o link nas postagens (poderia ver isso, facilita bastante!)

    Estou contente em ter encontrado o seu blog. Gostaria de fazer várias sugestões (estou sendo metido..? Me desculpe, qualquer coisa…), porque me identifiquei com a sua proposta. Por agora, posso te indicar alguns mangás que acho bons? Posso, né? >-<'

    O primeiro é Konya no Nemuranai da Yamamoto Kotetsuko. Inicialmente, esse mangá trás uma cena de estupro, no entanto, não há nenhuma romantização (pelo menos eu acho que não!). Ele também fala um pouco sobre conhecer pessoas em sites de relacionamento e o perigo disso. Bem, depois de um tempo, o foco da história muda completamente e vira só um bom yaoi (com o traço fofo da Yamamoto).

    A segunda coisa que quero indicar pra você é um anime chamado Hourou Musuko. A história é sobre a transexualidade na adolescência (Sim, cara, fizeram um anime sobre isso! Me senti tão feliz em ter encontrado). A obra tem um mangá também, mas a tradução para português está bem prejudicada. De qualquer maneira, eu indico bastante!

    Enfim.. Eu já falei demais. Eu irei passar bastante aqui, acho… então, até depois! Grande abraço ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá!

      Fico feliz por ter despertado a sua curiosidade em buscar saber mais sobre a sopinha de rótulos políticos que coloquei lá! haha

      Antes de colocarmos os links em português em algumas reviews, nós pedimos permissão para o site que disponibilizou as traduções. Por isso, pode levar um tempo para adicionarmos novos links, mas estamos trabalhando nisso.

      Estamos muito felizes que você tenha nos encontrado também e ansiosos para ouvir suas sugestões. *-*

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  14. Rutta to Kodama, slice of life kawai e com boas cenas de sexo ❤ super recomendo. Haru wo dai teita também é inovador, porque começa como um yaoi qualquer, e depois começar a se aprofundar e problematizar coisas do cotidiano de casais gays. Sick também é lindo, adoro ver um bully pirando o cabeção e tentando se tornar alguém melhor. Ten Count, primeira vez que li uma dramatização sobre pessoas com fobia de toque. Muito bom também.

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  15. Gostei bastante da listinha de vocês, agora tenho mais mangá para ler (já que estou começando ler yaoi e shounen ai por agora, então sou nova nisso hehe :p).

    Bom até agora eu não li estupro ‘romantizado’ e evito de ler, porém esses dias li um mangá chamado “Katekyo!” e fiquei meio assim… não sei explicar kkk e realmente gostaria da opnião de vocês sobre ele .-.

    Já li e gostei tanto de Konbini-kun, a forma como o Yamai trata o Endou é tão meiga :3 apesar de ser curto, não me canso de ler ele. Recomendo Seven Days e Hana no Mizu Shiru os mangás da Takarai Rihito tem os traços fofos,aah comecei ler um chamado ler Ten Count que é da Takarai e estava adorando até ela cagar na história e.e ‘ Mas enfim kk, não tenho muito o que recomendar, pois como eu disse sou nova por aqui.. então é isso, bye \o/

    Curtido por 1 pessoa

    1. Adicionamos suas sugestões na nossa lista de mangás pra ler. Pode deixar que faremos um review sobre elas.

      Espero que você goste dos mangás que recomendamos. Boa leitura! ^_^

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  16. Poderiam colocar No.6 na lista (se acharem coerente tal ato, claro), o romance em estilo shonen-ai entre os personagens principais é até algo que fica em plano secundário no enredo, mas acho interessante ressaltar.

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  17. Eu queria agradecer muito pela sua iniciativa ao fazer essa lista. Ela foi de grande utilidade ‘pra mim.
    Costumo ler mangás e doujinshis yaoi em um site grande, em que todos os dias é postado conteúdo, e, sinceramente, é uma luta para conseguir achar uma história sem a romantização da pedofilia ou do estupro. Uma das maiores tags do site é “rape” e as histórias mais adoradas e comentadas são shotas ou possuem estupro. Isso me enoja.
    São pouquíssimos os mangás/doujinshis que realmente mostram como é o estupro e as consequências físicas e mentais desse ato. Eu, normalmente, não me sinto confortável lendo histórias assim, mas sinto uma repulsa maior ainda lendo um mangá que apresenta um relacionamento abusivo, estupro, pedofilia de maneira romantizada. E o pior é que muitos não enxergam, não conseguem problematizar essas histórias e começam a considerar aquilo aceitável, podendo repetir no futuro ou se tornar vítima do que acha normal.
    Enfim, desculpe, acho que desabafei aqui. Rs.
    Obrigada pela lista!! E parabéns pelo site!!

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  18. Olá,gostaria de recomendar um mangá que acho que é coerente com a lista.O nome dele é “Yamete Kudasai Mabushii Desu” e é um shounen-ai bem açucarado.Infelizmente não sei se foi traduzido pro português,mas tem em inglês no myreadingmanga e no manga fox~
    Ah,e muito obrigado pela lista!Estou planejando ler todos quando tiver tempo ^^

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    1. Awn, esse é muito lindinho ❤ ❤ embora deixa me deixado meio com raiva quando o Sasano ficou dizendo que é gay porque foi "influenciado" pela sua família que só dava coisas femininas pra ele ¬¬ (eternos face-palms). Tirando isso, achei amorzinho xD

      Posso deixar uma sugestão também? Acabei de ler um que achei adorável, se chama Harete Bokutachi wa. Tem um clima um pouco mais tenso que o do Yamete Kudasai. Eu gostei mais do Harete Bokutachi wa porque os personagens não eram tão perfeitinhos, sabe? Principalmente o protagonista (ele é bem babaquinha no início, mas me trouxe uma sensação de satisfação ao vê-lo lentamente mudar sua postura em relação ao amigo dele). Tem uma continuação direta, o Dokidoki Renai (que eu também gostei muito, mas em geral é mais intenso e dramático e tem umas cenas NSFW tbm 😡 ).

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  19. Olá!!!

    Meninxs, adorei a iniciativa de problematizar estes assuntos tão propensos a propagar largamente quaisquer tipos de violências, sobretudo sexual.

    Concordo com vocês, precisamos estar dispostxs a mudar a realidade das lutas de gênero, independentemente do quanto está enraizada determinada ideologia! E nos animes/mangás, não pode ser diferente.

    Eu estava procurando por um mangá/anime em que eu pudesse sentir um sentimento de pertença, porque eu vou admitir, sendo mulher e hétero (bem, eu acho), tanto fisicamente quanto sentimentalmente, não considero correto idealizar o relacionamento de outrem, sobretudo num contexto de tamanho preconceito, para satisfação própria (do mesmo modo em que homens fazem com os casais lésbicos, é ridículo, então assumo).

    Eu gosto muito do gênero Yaoi (que não romantizem abusos de quaisquer gêneros), as temáticas e relação entre os personagens parecem agregar-me valor enorme, sobretudo porque não vejo aquela superficialidade que costumo ver em animes/mangás héteros, em que o relacionamento entre os personagens é baseado em muita dependência emocional (sobretudo de vida), possessividade e essas histerias dos relacionamentos monogâmicos heterossexuais.

    De uns tempos para cá, venho questionando o meu interesse em Yaoi, simplesmente porque não posso fazer da causa alheia uma saída para as minhas necessidades, de modo que isso me fez repensar demais alguns interesses, e assim, senti muito a falta de pertencimento a uma causa, afinal, não sou homem e não sou gay, porque gosto do relacionamento entre caras homossexuais?

    Eu tive para mim, numa reflexão interna, de que meu interesse tinha um pouco de sexual, o que me deixou mais em xeque ainda, apesar de o contexto, os personagens e o enredo da história serem fundamentais para a escolha do anime/mangá. Resumindo, eu dropava demais os animes que envolviam romance hétero, justamente porque retratam um relacionamento tradicional entre homem e mulher, o que considero um porre.

    Como o meu interesse sempre foi mais dark, vou dar uma olhada nos títulos mais pesados da sua lista, além daquele outro que citaram a respeito de bissexualidade e desconstrução, creio que posso me encaixar. Vocês teriam mais animes que retratam relacionamento não monogâmico/heterossexual para sugestão?

    De todo modo, agradeço muito a vocês por terem aberto a discussão acerca dos abusos que vemos no gênero Yaoi, é preciso problematizar sim!

    Beijinhos a todxs.

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    1. Hummm, te falar que no momento, eu to sozinho na page e no blog e nao sou muito chegado a animes. É difícil encontrar mangás com temas não-monogâmicos. Talvez, exista webcomics, mas não to lembrando de nenhuma agora D: Agora, existem varias historias nao-hetero por aí sem romancear abuso.

      Achei legal a sua reflexão, a propósito. Não acho que seja o caso do seu gosto por romances gays sendo hetero ser uma questão de fetichização. Acho que você deve gostar da forma como o romance é desenvolvido nessas historias, que costuma ser diferente da forma como as histórias hetero costumam tratar.

      Se você quiser uma sugestão de romance hetero, tem Skip Beat, que eu super recomendo, serião. Vale muito a pena!

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